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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Fome de Corno! Por Rosa Mateus

Eu nem quis acreditar quando abri o mail há pouco, e vi este presente!

A mais linda surpresa que eu podia receber, para celebrar as 700 visitas!

Obrigada querida amiga, só tu!



Fome de corno!
por Rosa Mateus

Olá, chamo-me Fernando, tenho 39 anos e, sei-o visceralmente, sou cornudo!
A Dulce, minha mulher há dez anos, tenho a certeza de que me anda a trair. Nunca vi nada de concreto, mas um homem sente certas coisas, e um valente par de cornos – acreditem – sente-se de sobremaneira.
São certos detalhes, olhares, atitudes que me deixam sempre alerta, para quê não sei, mas deixam-me permanentemente atento a ver se descubro. O que farei com essa descoberta não sei. Eu amo a Dulce e simplesmente não consigo imaginar a minha vida sem ela, e sei que ela me ama também.
Como posso ter isso como certo, se ela tem outro? 
Como eu disse, há coisas que um homem sente!
Às vezes dou por mim a pensar nela, no que andará a fazer e, Meu Deus, as coisas que me passam pela cabeça. Visões dela com outro homem, num quarto dum hotel, no banco de trás dum carro num descampado qualquer, sobre um capot no meio dum pinhal são apenas alguns exemplos.
O, mais do que possível, provável homem com quem ela partilha o que, frente a duzentos e quarenta e cinco convidados, um padre e a Deus, ela se comprometeu a manter meu e só meu – o seu foder – é o que foi o seu primeiro e que ela faz questão de manter sempre como alguém muito especial. A forma como ela o faz, chega a ser retorcida e calculadamente como uma autêntica cabra!
Nós conhecemo-nos quando ela deu aulas aqui no Entroncamento. Chegara ao limite de suportar a relação com esse tal S, que se resumia a uma constante montanha-russa de permanente alternância amor-ódio, desde que tinham começado a namorar ainda na escola andava ela no 10º ano e o apanhou quando ele repetiu a cadeira de Matemática na turma dela.
Segundo ela me contou na altura, o que a atraia mais nele era o que mais raiva lhe dava. Ele era extremamente possessivo, não a podia sequer ver a conversar com ninguém, mas quando ficavam sozinhos ela percebia que toda aquela possessão se devia a uma única razão: ele amava-a mais do que à própria vida, e mostrava-lho através da forma como fazia amor com ela. Por mais distante que ela se tente – tentasse, que já há muito deve ter percebido que não consegue – mostrar já longe do que isso mexia com ela, eu sempre percebi que “aquele lugar muito especial” era um lugar onde ela, mentalmente voltava mesmo que não quisesse, mesmo que o quisesse duma vez por todas tirar da cabeça e da pele, mesmo que desejasse num tudo por tudo que a nossa relação resultasse.
Aprendi a viver com isso, afinal cada pessoa é como é devido a tudo o que viveu, certo?
Mas uma coisa contudo eu sempre soube: de tempos a tempos, eles falavam. Ia-o sabendo porque ela me dizia que ele lhe tinha ligado, para saber como ela estava, falavam dos miúdos dele, ele dizia-lhe o tremendo incómodo que ela representava para a mulher dele, que se sonhasse sequer que eles falavam que seria a queda do Carmo e da Trindade. Segundo ela, isso era a desculpa para ser sempre ele que a ligar; como se, por um lado isso interessasse realmente para alguma coisa, ou se, se realmente assim fosse, não houvesse uma periodicidade muito mais frequente do que a semestral como ela me contava que acontecia.
Com o tempo, passei a lidar com as voltas ao estômago que sentia ao princípio, passando-as um pouco mais para baixo: para o meu baixo ventre!
Fui sentindo o processo, e de cada vez que sem o conseguir evitar, pensava na eventualidade de algo se poder passar, mesmo que não passasse duma profundidade maior de sentimentos residuais que eles ainda nutrissem um pelo outro, sentia-me menos revoltado, e mais excitado.
Processo este que foi demorado, que esta coisa dos cornos não é coisa que nasça assim de qualquer maneira, levou uns quatro ou cinco anos a acostumar-me à ideia de os poder ter, e depois mais uns dois ou três a acostumar-me ao seu peso.
Quando já os suportava confortavelmente, comecei a desfrutar deles. Começava no próprio dia em que ela me dizia que tal dia teria uma reunião na escola, e que seria uma chatice, pois teria que lá ficar até tardíssimo, coisas desse género.
A comichão nas minhas frontes estendia-se ao interior da minha cabeça que rapidamente fazia umas contas de cabeça e calculava daquelas horas todas que ela falava – geralmente essas reuniões eram sempre ao fim do dia em que não tinha aulas da parte da tarde – dava perfeitamente para ir até uma das cidades vizinhas, fazer o tivesse a fazer durante uns bons pares de horas – e regressar ao Entroncamento com a barriga cheia de saudades mortas do ex-namorado.
O efeito, foi-se começando a notar nessas noites anteriores, em que eu, inconscientemente, tentava pelo menos igualar ou aproximar-me do que eventualmente ela viesse a sentir no dia seguinte; e prolongava-se na noite seguinte quando a imaginava de regresso do tal hipotético parenteses da vida real que eu imaginava que ela ia abrindo e fechando, contendo lá dentro aqueles momentos só dela e do seu primeiro homem.
Talvez pelo peso dos adornos, tudo aquilo acabava por fazer sentido: afinal, ela agora era minha porque queria, porque o tinha deixado, e era a mulher que era porque assim ele a tinha feito; a distorção da realidade ia ao ponto de eu ainda, no fundo, me sentir profundamente agradecido cá no meu íntimo ao excelente trabalho que ele fizera.
Em suma, aprendi a lidar com a situação como quem compra um carro novo e sabe que uma tarde ou duas por ano ele tem que voltar à origem para verificar se está tudo como deve ser, se está a ser devidamente tratado e estimado.
Felizmente, sempre resisti a cair no erro tão comum de tantos homens por esse mundo fora, convencidos de que é com a força e brutidade que mostram a sua força. Nunca me pus a aprofundar as minhas suspeitas, nem sequer a controlá-la minimamente; por um lado porque sabia que se o fizesse, fodia tudo entre nós – afinal tinha sido isso que a afastara do gajo – pois se havia coisa contra que ela estava vacinada era a ciúme doentio; por outro porque, objetivamente, nunca vira a menos razão para não confiar nela, nem mesmo quando ela regressava das tais reuniões/supostas-tardes-loucas-de-mulher-casada que eu imaginava; e por último porque tinha um sério receio de que tudo afinal não passasse de um enorme e indescritível: Nada!
Um nada se passar, desmoronaria todo aquele castelo que já não era só castelo, mas um castelo, cidadela, muralhas, pontes, rios, igrejas, pastores, reis e ovelhas, que já mais parecia um presépio com um castelo de cartas, que eu construíra na minha fantasia.
Aos poucos, fui revelando a minha abertura de mente, comprei uns dildos em sex-shops online, e fazia-os aparecer convenientemente no meio da cama quando e sentia já totalmente incendiada.
Da primeira vez, foi um pateticamente pequeno. Tinha vibração, e eu, caindo naquela velha esparrela de que o tamanho não importa, achei que seria o indicado para não a assustar; assustá-la!, como se alguma mulher se assuste com um valente e apresentável instrumento desde que seja usado convenientemente.
A sua disfarçada desilusão fez-me logo no dia seguinte voltar ao site e encomendei logo, pelo sim e pelo não mais três: um médio, mais ou menos no meu tamanho; um maiorzito, do tamanho que eu não me importaria de ter, e um XXL, o derradeiro tira-teimas que, se ela o suportasse, acabaria de vez com a sua insistente necessidade de me tentar convencer de que se eu fosse um pouco maior não seria bem melhor. Enfim, coisas de gajas, adiante!
Passei a, ciclicamente, porque nem sempre a sentia para aí virada - e verdade seja dita nem eu – ir incluindo aquela brincadeira nas nossas sessões de sexo, que nunca tendo sido insonsas, foram cada vez ficando mais e mais animadas. Mas de há uns tempos para cá, e principalmente desde que ela ficou desempregada, o clima tinha ficado um pouco para o não presta; tanto que a mala onde guardamos os ditos “jogadores suplentes”, a última vez que fora desarrumada, tinha sido por altura da passagem de ano.
Fora, porque foi-o a semana passada!
Eu cheguei um pouco mais cedo a casa do que costumo. Entrei como entro sempre, fechei a porta e como não a senti em casa, fui direito à cozinha e servi-me dum copo de água. Estava a bebê-la e pareceu-me ouvir alguma coisa, quando tirei o copo da boca, e ia para a chamar, ouvi-a clara e distintamente a gemer como só o faz quando se vem: começa num gemido longo que vai subindo e subindo de tom até terminar com o que parece uivo de loba em noite de lua!
Gelei da cabeça aos pés! Aquela valente puta estava na cama, a ser magistralmente fodida; restava saber por quem… E se ela berrava!
Pé ante pé, fui até ao quarto. A porta encostada deixava uma conveniente frincha por onde consegui vê-la: deitada de costas na cama, de olhos fechados, com o tal tira-teimas gulosamente enterrado até ao par de colhões a fingir que lhe serve de base. Estava possuída! Acabara de se vir e já retomava a lavoira daquela sua racha que agora mais devia parecer um algar, com uma fúria como eu nunca me atrevera a escarafunchá-la quando era eu a usar um dildo nela – mesmo quando era o outro, dois tamanhos abaixo. Num ou dois minutos no máximo, veio-se novamente.
Nem ela própria se deve ter dado conta, mas no meio da palavras desanexas, dizia o meu nome, se eu gostava, se era assim, ou assim que eu gostava de a ver a ser fodida; ela estava a fantasiar que o dildo era um outro homem e que eu estava a assistir!
A minha primeira vontade foi a de irromper quarto adentro e fazê-la engolir aquelas palavras; não sei bem o que queria conseguir com isso, agora à distância talvez fosse algum poder sobre ela, e é isso que me faz reconhecer quão estúpido, agora; o poder que eu queria ganhar seria para que ela fosse ainda mais minha, quando em concreto ela nunca, nunca me dera a mínima ideia do contrário, e tudo aquilo não passava das minhas tretas de marido encornado.
Mas o que é que eu para aqui estou a dizer? Que ela mantinha a sua ligação ao ex-namorado era incontestável, e eu só não sabia mais porque não calhava! E nada, por mais que nunca a tivesse apanhado a mentir, também nada me garantia que não fosse pela sua inteligência.
Resolvi ir por outro lado: deixei-a sossegar e voltei para ao pé da porta da entrada. Se ela por acaso se levantasse, fingiria ter acabado de chegar e estaria de pé a ver um qualquer folheto que tivesse na caixa do correio. Não precisei de fingir nada, ao fim duns minutos, como nada se ouvia do quarto, estranhei, esperei ainda mais um pouco e lá voltei outra vez à porta do quarto. Aquela maluca, de tanto se ter vindo, deixara-se adormecer. O ar de saciação na cara dela dizia tudo, não podia estar mais satisfeita, e eu, com o olhos pegados naquele barrote que agora jazia inanimado entre as suas pernas, ainda a brilhar do seu muco vaginal, só conseguia imaginar o estado em que ela teria aquela vagina; devia estar tão aberta que eu dentro dela pareceria o badalo a abanar no meio dum sino.  
Deixei-a dormitar mais uns minutos, voltei a abrir a porta da rua, bati-a como se viesse a chegar e chamei-a como faço normalmente.
Dei-lhe mais uns momentos para lhe dar tempo de fazer o que tivesse planeado, e foi sem surpresa que a vi retirar disfarçadamente a mão de debaixo da almofada, onde seguramente devia ter escondido o seu companheiro de aventuras solitárias. Disfarcei não reparar no canto da mala das maravilhas que eu não podia evitar de ver, embora estivesse do outro lado da cama, e mostrei-me naturalmente preocupado com o facto de ela estar deitada àquela hora.
Respondeu-me que tivera uma dorzita de cabeça, mas que entretanto já passara. Ficou convencida de que eu acreditara e fomos preparar o jantar.
Como amor com amor se paga, se ela me mentira em tinha todo o direito em fazer-lho também; durante o jantar fiz-me de cansado e com uma vontade daquelas de cair na cama e descansar o esqueleto. Sempre queria ver o que é que ela fazia.
Assim que nos deitámos voltei a referir que estava realmente moído; foi a prova de fogo, e ela passou com distinção quando me ronronou:
“Amorzinho, eu quero-te!”
“Mas o que te deu hoje?”
“Nada. Estou excitada, deve ser por causa do texto que estou a analisar… toca-me e sente como eu estou!”
Ok! Fazia sentido; quando a senti alagada nos seus fluídos espessos e viscosos, da sua tarde de suruba solitária, fiquei doido. Quis ver mais de perto o que senti com os dedos. Desci por dentro da cama, e ela – sabendo aonde ao que ia, facilitou: abriu bem as pernas escancarando-se toda. Quando aproximei a língua da sua boca de baixo, acomodei-me como que a assegurasse não tencionar ir a lado nenhum nos próximos tempos.
O seu cheiro a cio foi intoxicante; era um cheiro intenso e refinado que por si só me entesava todo. Não fazia ideia do que é que ela lá quisesse dizer com a história do texto, mas alguém escrevera algo capaz de deixar uma mulher assim tão excitada, a ponto de se entregar ao prazer como só um homem normalmente faz, macacos me mordessem se eu não queria também ver.
 “Dulce?!”
“Sim amor?”
“Que se passa contigo? Que andaste a fazer esta tarde?”
“Porque perguntas?”
“Porque estás toda alargada e vermelha… como se tivesses passado a tarde inteira a foder…”
“É mesmo amorzinho? E se tivesse? Se eu te dissesse que sim, que estive a tarde toda a transar, ficarias zangado?”
O ar desafiante dela deixou-me com receio de ter ido longe demais. Senti-a retraída; deve ter ficado assustada com o facto de eu poder desconfiar do que quer que ela tivesse estada a fazer durante a tarde. Parei e fiquei a olhar para ela com ar inquisidor, como se tentasse perceber o que raio se estava ali a passar. Puxou-me a si, e não consegui disfarçar o tesão que me devia incendiar o olhar; tentei evitar que me sentisse a rigidez que me denunciaria, mas acho que ele mo sentiu não obstante.
Isso deve-a ter sossegado um pouco e envolveu-me entre as coxas, ajeitando-se debaixo de mim, agora bem mais confiante do que segundos antes. Então, com um decidido e certeiro impulso, empalou-se completamente no meu pau, fazendo-me enterrar por ela dentro até aos tomates ficarem espalmados conte o seu rabo.
Nunca a sentira assim, a sua cona parecia uma taça de papa mole e quente, estava completamente lasseada; e fiquei doido. Fodi-a com raiva. Tudo o que eu tinha em mim de macho, apliquei-o naquela foda que a fez alucinar de prazer.
Nem quando me sentia mais enraivado com o saco de boxe onde regularmente dava uns socos para me livrar da tensão do dia a dia, o fazia com mais raiva, eu queria desmanchá-la ao meio à conta daquela foda.
Acho que queria acima de tudo arrancar-lhe aquele ar de luxúria e de volúpia estampado na sua cara, tal era o prazer que ela estava a sentir – foi aí, mais uma vez, que senti falta duma arma de maior calibre, mas aquela teria que fazer o serviço – só teria que disparar umas quantas vezes mais, e usar de outros artifícios; os que só quem tem um coiso dum tamanho normal percebe: ferrei-lhe os dentes no pescoço!
Tanto deve ter resultado que a fiz vir-se com um grito que aposto que se deve ter ouvido até ao outro lado do Entroncamento.
Deixei-a recuperar uns segundos para voltar a ganhar fôlego, e ela perguntou-me:
“Ai amor, assim matas-me de prazer. Todo esse tesão é porquê? É por aquilo que te disse? É pela ideia de que eu possa ter estado com outro? Outro homem que passou a tarde a comer-me? À tua mulherzinha? É?”
Se não tinha respondido, aí é que não podia ter respondido mesmo; com uma última estocada que me levou mais dentro dela do que nunca fora antes, enterrei-me todo e parei: vim-me num, e noutro, e noutro, e noutro e ainda num outro espasmo naquela que foi de longe a mais violenta esporradela de que tinha memória desde que me iniciara na maravilhosa arte da auto infligida glória solitária e na posterior atividade sexual acompanhada. É exagero, mas senti os tomates a esvaziarem-se de tal maneira que imaginei que encheria uma garrafa de 33 cl até ao gargalo!
Quando acalmei, tentei sair, mas ela não deixou. Sussurrou-me ao ouvido:
“Eu amo-te. Nunca estaria com outro homem, e tu sabe-lo bem.”
“Eu também te amo…”
“Meu Deus! Tu ficaste louco, foi por aquilo que eu te disse?”
“N..não, não sei… talvez. Foi forte! Imaginar outro homem contigo foi como um ferro em brasa na minha cabeça.”
“Mas deixou-te assim como te deixou…”
“Onde foste buscar essa ideia?”
“É do texto que eu estou a trabalhar. Lê-lo deixou-me assim.”
Contou-me a história, e perguntei-lhe se estava assim tão alargada só da excitação e a aflição fê-la engasgar um pouco; senti-lho uma rendição no olhar.
“Não. Eu estava tão excitada que me masturbei; mas ainda foi pior. Eu precisava, precisava demais de me sentir bem comida, e fui buscar a nossa mala. Eu não estava em mim, de tão excitada que aquela história me deixou.”
“A mala? Mas tu nunca achaste grande graça aos brinquedos…”
“Nunca. E nunca pensei vir a fazê-lo. Mas como a R diz no seu livro, nunca se deve dizer nunca…”
“E como foi? Qual usaste?”
“O grande… aquele que me deixava desconfortável, mas que hoje, como eu estava foi o melhor que tu podias ter comprado para mim.”
Afinal, não fora nada daquilo que eu ainda esperara, mas mesmo assim, deixou-me novamente a pontos de partir pedra à paulada!
Ia para a montar novamente, mas ela fez-me parar.
“Dá-me prazer com a tua língua.” Não foi nem um pedido, nem uma ordem; foi uma imposição suplicada!
Nunca gostara muito de o fazer após me ter vindo, não era nem pelo sabor nem pelo que representava, simplesmente não lhe via grande sentido daquela forma: via-o sim como um preliminar. Mas da forma como ela me fez sentir que queria, e eu não podia arriscar abrir um antecedente que lhe desse a justificação duma próxima vez que eu lhe pedisse que me acarinhasse com a sua língua as minhas partes furibundas.
Atirei-me à empreitada apostado em proporcionar-lhe o minete da vida dela!
Ela estava cheia até às bordas, e o simples toque da minha língua fê-la piscar tão fortemente que até espichou um pouco de esporra para a minha cara. Imaginei que ela assim estivesse por fantasiar alguma coisa mais extrema; por exemplo – e isso fazia tudo ganhar uma outra dimensão e sentido – que toda aquela esporra fosse proviesse daquele caralhão descomunal em que ela se acabara durante toda a tarde!
Voltou-me a atacar em força a minha velhinha fantasia-temor; como se aquele brinquedo de gente grande não fosse nada mais nada menos do que um urgente e único remédio face à sua implacável vontade de matar saudades do outro!
Engoli em seco mentalmente imaginando o outro do tamanho do brinquedo; excitado como estava, nem sequer me preocupei com a triste figura que eu andara a fazer durante todos aqueles anos que passáramos a foder- aliás, o que me veio à ideia foi precisamente o contrário: esperei que sim! Que já que era para ser, que fosse em bom.
Resisti, sei lá como, para não lhe levantar a lebre e deixá-la de pulga atrás da orelha, a pedir-lhe o seu acompanhante da tarde, e deleitei-a com a mais esmerada amostra de paraíso lingual.
Dei por mim a gostar realmente daquilo, e deixei-me afundar ainda mais; já não era a minha esporra que eu sorvia e aproveitava para a encharcar ainda mais enquanto chafurdava que nem um alarve naquele rio de prazer que escorria da sua intimidade. Levei-a àquele ponto em que uma mulher se vem sem parar umas vezes atrás das outras, até que não consegui segurar-me mais: tinha que me sentir novamente naquele barroco de fogo intenso, e subi por ela acima que me recebeu ainda meio grogue  

A sua fome assegurou-me de que aquilo era uma fantasia sua também. Não mo disse, mas também não precisou. Eu conhecia-o bem demais para saber que aquele caminho nos levaria por viagens intermináveis de prazer e tesão.
Tinha a minha boca, e toda a cara chias de nós, e ela quis também provar do nosso prazer. Acabámos por nos devorar um ao outro enquanto, estocada atrás de estocada, sentindo a consistente construção do mais vertiginoso orgasmo conjunto, nos fomos preparando para o grande momento.
Dizer que foi mágico, além de meio amaricado, fica aquém do que foi, mas vocês percebem-me.
Quando final e inevitavelmente caímos completamente estafados, ficámos a olhar um para o outro; a ver o quanto aquilo nos tinha aproximado – ainda mais do que sempre fomos!
Adormeci a magicar numa forma de, pelo menos incentivar a levarmos mais longe aquela nossa fantasia; mais no sentido de, pelo menos a fazer assumir-me que gostaria da ideia de que outro homem a fodesse à minha frente, afinal eu comecei por assumir que sou cornudo, ou não? E um cornudo não fica cornudo quando a mulher lhe põe os cornos; já nasce cornudo!
Depois, é uma questão de ter a sorte de encontrar a mulher certa para fazer o resto! Só tinha era que fazer as coisas de maneira a deixá-la pensar que ela é que ia comandando!

Fim

Um miminho para enfeitares o teu blog maravilhoso, com um grande beijinho!

Rosa Mateus, 5 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tardes loucas de uma mulher casada (Final)

Como sabem, a vida é feita de altos e baixos, e não como designadamente nos contos – sejam eles de fadas ou de fodas! – passada aquela  euforia inicial, a minha líbido pôde por fim, como uma anaconda empanturrada com algum incauto tapir, gozar o seu lauto repasto e sossegar meio adormentada.
Mas dormente não é sequer adormecida, e muito menos ainda morta!
Voltei à minha rotina diária de volta do texto, com a motivação acrescida da consciência de que aquilo era o que eu efetivamente queria fazer profissionalmente. Nunca me apercebera da importância e responsabilidade do trabalho do editor no resultado final que irá para as prensas e acabará nas mãos do leitor. O autor, quando escreve, fá-lo a quente, e por vezes não se percebe que tem a mesma palavra por exemplo repetida dois ou três parágrafos adiante. Sabendo que o tempo que os separa, por vezes chega a ser horas, é normal. E aqui entrava eu, a limar esta e aquela aresta; a tirar esta esquina e aquele buraco e a tornar a leitura mais fluida. Esta é aliás, quanto a mim, a melhor definição para o meu trabalho: fazer a ponte entre o – neste caso a – autora e o leitor.
Fui revendo capítulo a capítulo, e conforme os revia enviava-os à Rosa, que por sua vez ou concordava com as alterações sugeridas ou então reescrevia ela tendo em conta a minha sugestão.
Se já gostara dela quando a lera, fui gostando ainda mais a cada dia que fui trabalhando com ela, e sentia nitidamente que o sentimento era recíproco.
Ao fim de duas semanas, tínhamos o trabalho concluído. Pude por fim descansar um pouco.
Ter-me embrenhado tão a fundo na história daquele casal, cujo marido se assumira como o mais dedicado, apaixonado e assumido corno-manso, e vivia para proporcionar à mulher as mais indescritíveis – mas que a Rosa Mateus descrevia ao mais detalhado pormenor – noites de sexo puro e duro selvática e bestialmente barradas com o mais verdadeiro amor. Sendo aquele ministrado pelo amante e este pelo marido, que enquanto a mulher servia de pedaço de carne para foder à infinita tesão do cavaleiro, a beijava, lhe pegava na mão e a segurava nos braços para a ajudar a suportar cada estocada com que aquele monstro sexual a fazia perder a noção do tempo e do espaço de tanto prazer a que era sujeita.
Nunca esquecendo a prova maior de amor que um marido pode dar à sua mulher. Vir imediatamente após a devastação, dar o divino consolo das carnes arrasadas com os mais ternurentos e apaixonados linguados de quatro lábios e uma só língua, em que a única recompensa que ele tinha era os gemidos apaixonados da mulher e o creme de macho com que o amante dela a recheara, e lhe assegurava sem a menor dúvida que a mulher fora efetivamente bem tratada como merecia; como a Rainha das Mulheres e Imperatriz das Putas!
Não querendo plagiar a Rosa, mas o que ela dizia com “…milhares de imagens, tivessem penetrado na sua mente, transformando-se em sementes de fantasia que a deixavam incendiada”, era exatamente o que eu sentia quanto fechava os olhos e pensava no enredo do “RIBATEJO ARDENTE”.
Conhecendo-mo como me conheço, sabia perfeitamente que aquelas sementes também em mim ficariam plantadas e mais hoje, mais amanhã, germinariam também e dariam frutos.
Cabia-me a mim, e aos infinitos arte e engenhos duma mulher, fazer com que também na cabeça do Nando essas sementes germinassem. Sorri para mim mesma sabendo como, no caso específico da sua cabeça, o que delas germinasse assumiria a forma engraçada dum valente par de cornos; cabia-me a mim a responsabilidade de fazer com que, em vez de vergonha, ele viesse a desenvolver orgulho e determinação de cada vez que se consciencializasse do tremendo peso que tais ornamentos representariam.
O que eu queria não era um affair, ou uma aventura extramatrimonial, isso além de vazio e estupidamente fácil, não me traria o que eu realmente desejava: aquele boost na nossa intimidade e cumplicidade que – tinha a certeza – se traduziria num galvanizar do nosso amor.
Não podia, pelo menos para já, pensar em envolver alguém conhecido, teria que ser alguém de fora. Alguém saudável e que não levantasse objeções a fazer o que fosse preciso para poder participar duma aventura assim no seio dum matrimónio consagrado pelos votos de Deus e dos homens. Teria que ser alguém disposto a provar, com toda uma bateria de exames médicos que dele, a única coisa que jorrasse, seria esporra a montes, tesão às carradas e luxúria desmedida!
Comecei pelo mais óbvio terreno de caça: o Facebook!
E em nenhum outro caso se nota a superioridade da mulher face ao homem. Isto sem tirar pedaço ao que, em qualquer bar, discoteca, trabalho, rua ou vizinhança, se passa em termos de possibilidades de engate, mas aí a presença física sempre atenua um pouco os avanços e modera as intenções. Mas ali, onde por mais que os homens, taditos, se achem no papel de caçadores, são eles as presas.
Pois é querida Rosa, nem mais. “É nisso que assenta a minha convicção de que uma mulher não se conquista; entrega-se. É como um jogo, só que a mulher parte sempre com a vantagem de ser ela a decidir se joga ou não.”
Escolhi a minha presa. Um J. G.; polícia, trinta e poucos anos, prontamente disposto a enviar as mais esclarecedoras fotos, que deixavam adivinhar a melhor das performances na hora H, tanto pelo corpo musculado como pelo seu admirável apetrecho. Meti conversa com ele, e expliquei-lhe pormenorizadamente os meus planos.
Achou que era esmola a mais, e exigiu um encontro. Engoli em seco quando ele o escreveu. Pensei um pouco e decidi que, se ganhasse a coragem, quando fosse novamente a Lisboa, me encontraria com ele.
Deu-me o seu número de telefone, e assim ficou combinado.
Mas é impressionante o poder da natureza e terríveis os efeitos do proibido. Tentei, através da sua “conversa”, aperceber-me se seria interessante o suficiente para o plano que eu orquestrei: fá-lo-ia passar por um “cliente”, que me enviasse um texto para análise, e avançaria a partir daí. Pela sua maneira de escrever, notava-lhe o necessário, e marquei o encontro com ele.
Na semana seguinte, na esplanada do Nicola, em pleno Rossio a meio da tarde, a tremer que nem varas verdes, vejo-o chegar. Tinha combinado esperá-lo se pé, junto a uma caixa daquelas metálicas da PT, das linhas telefónicas uns metros desviada da esplanada, e topei-o ao longe, vindo da rua Augusta.
Uma camisa justa evidenciava o seu físico bem trabalhado, e as calças de ganga de marca, assentavam-lhe como só as calças de marca o fazem; perfeitas. Era mais alto do que o imaginara, os dez centímetros que tinha a mais que o meu marido não eram só os dez centímetros que à partida eu visualizara, faziam-no um muito mais imponente espécime masculino. A materialização duma fantasia faz-nos tomar consciência do que realmente estamos a fazer, e a dualidade de sentimentos é viciante. Face à razão, o “quero lá saber”, e o “Meu Deus o que é que eu aqui estou a fazer?” têm um efeito simplesmente corrosivo, e naquela esplanada não foi diferente.
O J.G. parou, olhou em volta com o seu olho treinado de polícia de intervenção, e tive a certeza de que soube que era eu, não obstante a minha aparente alheação àquilo tudo que se estava a passar no meio do reboliço. Levou a mão ao bolso, tirou o telemóvel e olhou para ele. Como um lince olhou direto para mim nesse preciso momento, a apanhou-me. Sorriu, dirigiu-se para mim, e eu simplesmente não consegui disfarçar. Pela minha cara teve a confirmação que ainda lhe faltava. A transpirar uma autoconfiança que me fez tremer toda, nem esperou que eu o convidasse, puxou uma cadeira e, antes de se sentar estendeu-me a mão para me cumprimentar.
O toque dele, forte e suave, surpreendeu-me. É impressionante como a nossa sensibilidade se adequa ao que se passa. O simples facto de eu saber que a razão de ali estar era avaliar se ia para frente com a minha eventual ida para a cama com ele, deixou-me permeável ao um novo nível sensorial, que me estimulou o que normalmente não estimula no dia a dia quando tocava outras pessoas.
“Olá, sempre vieste!”
“Tinhas dúvidas…”
“Já me aconteceu antes, acabar numa caça aos gambuzinos. É sempre um risco que se corre, e sem correr riscos, pouco se alcança, não é?”
“Tens razão!”
“E?”
“E o quê?”
“O que achas de mim?”
“O que achei quando falei contigo pela primeira vez. Mesmo antes de te ver como nem a tua mãe alguma vez te viu! Ou pelo menos assim o espero…”
Sorriu, meio envergonhado. “É verdade, ela nunca me viu assim… tão animado como eu estava quando me tirei as fotos que te mandei!”
“Vocês homens, realmente são todos iguais. Tu não acreditas mesmo que não é aquilo que faz com que algo venha a acontecer, pois não?”
“Acaba por ser, ou duma maneira ou doutra, acaba por assegurar a nossa “disponibilidade” para a ação.”
Whatever… adiante, percebeste o meu plano?”
“Percebi. E podes contar comigo.”
“Só quero que mantenhas isto bem presente: eu não quero mandar umas por fora. Aquilo que eu quero de ti – caso aceites – é no fundo usar-te como um objeto sexual nosso. vais ser um Dildo com pernas e cabeça, que vais servir para o que te dissermos para servires! Se isto te fere o teu orgulho de macho, ou te deixa intimidado, pensa bem porque não quero a mínima confusão. Já basta o que isto pode provocar.”
“Eu entendi perfeitamente. Eu também não quero a mínima confusão com a minha namorada, e quero muito participar numa cena destas. Em relação às análises, eu também vou querer ver as vossas.”
“As minhas sem problema; as do meu marido é que vai ser mais difícil…”
“Tu confias nele?”
“Acima de tudo, mas isso vale o que vale, não é? Ele também confia em mim e olha-me aqui, a falar o que estou a falar contigo.”
“Tens razão…”
 Conversámos mais um pouco, eu tinha que apanhar o comboio das 15:48 para estar no entroncamento por volta das cinco e pouco a tempo de ir buscar meu sobrinho à escola, e ele acompanhou-me a Sª Apolónia no metro. Foi comigo até à plataforma e eu sentia a sua necessidade por alguma coisa que lhe assegurasse que não tinha perdido o seu tempo. Faltavam dez minutos para a hora do comboio, e mandei tudo às urtigas quando o puxei para dentro da carruagem vazia que já lá estava à espera. Dei-lhe o que ele precisava: uma oportunidade de me tocar. Chegou-se atrás de mim e inclinou-se para me beijar o pescoço, apanhando-me o cabelo todo numa mão cheia. Fraquejei nos joelhos e encostei-me mais a ele. Sentia-o pronto por mim, e toquei-o.
Isso fê-lo voltar-me dentro dos seus braços grossos e sem eu saber muito bem como estava a ser beijada com uma volúpia quase obscena por outro homem que não conhecia de lado nenhum, e aquele beijo, mais do que as suas mãos omnipresentes por todo o meu corpo, deixaram-me suficientemente descontrolada ao ponto de ainda me ter passado um pensamento pela cabeça de não apanhar aquele comboio e apanhar outro mais tarde.
Valeu-me ter entrado uma senhora mulata, que discretamente fingiu que éramos transparentes e fez-me ganhar consciência de que podia muito bem ser alguma das centenas de pessoas que todos os dias, a toda a hora apanham o comboio de e para o Entroncamento.
Com o sabor do seu tesão na minha boca, pela forma como ele mo fizera sentir com aquele beijo de tirar o fôlego até à mais experiente mergulhadora, afastei-o. Empurrei-o para a porta e evitei olhar sequer para ele antes que estivesse lá fora.
Não ficou à espera, foi embora fazendo o gesto de teclar, indicando que falaríamos pelo Facebook, e fiquei a ver aquele rabo de sonho a afastar-se.
Minha Nossa Senhora das Perdições! O que é que eu tinha acabado de fazer? Ainda bem que fora tudo planeado para não ter mais tempo; se doutra forma tivesse sido, o que era suposto ter sido um casting teria sido logo a filmagem duma superprodução! E com mais sequelas do que a Star Wars!
Nesse dia ainda, pus o plano em ação. Referi por acaso aquele novo “cliente” que queria deixar em livro a realidade dum polícia de intervenção, o que passam nas operações pelos bairros problemáticos da periferia da grande Lisboa, e disto e daquilo, referindo-o sempre com o distanciamento necessário para parecer uma conversa casual, mas ao mesmo tempo que o Nando se lembrasse dele.
E resultou.
Mais tarde, na cama, ele perguntou-me se eu sabia como ele era. Disse-lhe que sim, claro. Que junto com o texto vinha imensas fotos dele em ação. Menti-lhe que em todas elas ele aparecia com a balacava posta, pois queria preservar a sua identidade, mas que devia ser um calmeirão musculado, pela sua figura fardado.
Esperei mais um pouco; muito pouco mesmo, e enquanto se posicionava no seu posto de combate cada vez mais frequente, pediu-me para o imaginar. Não imaginava ele como eu já o vinha fazendo há dias, e como naquele dia em particular isso me foi fácil.
Ficou todo inchado no ego por pensar que o meu estado de excitação que lhe encheu a boca dos sucos de cio que eu passara a tarde a segregar, se devessem todos a ele.
Como eu esperara, conforme a tesão o foi inebriando o bom-senso, foi-me espicaçando, e espicaçando até que por fim eu explodi numa verborreia insana a pedir-lhe que sim. Que queria que ele me arranjasse um outro homem para me montar como a uma cadela no cio, que lhe queria dar esse prazer, que queria ser assim puta dele, que ele me andava a deixar doida com aquelas sugestões, e que queria sentir um outro homem a esporrar-se todo dentro de mim enquanto ele me beijasse a boca com a língua e a mente com o olhar; resultado? O esperado. Montou-me com a fúria dum touro enraivecido. Puxava-me os cabelos fazendo-me arquear as costas e espetar-lhe as mamas na cara, abafou a cara no meio delas e mordeu-me ora num ora noutro mamilos com uma força muito além da comedida de quem se limita a fazer amor; fê-lo com a de quem fode, como uma mulher deve ser fodida – pelo menos de vez em quando!
Pela primeira vez de há já um bom tempo, não se retirou depois de se vir e continuou a bombar até se vir uma segunda vez.
Estávamos os dois alagados em suor e eu transbordava de molho de macho. Não pensei que ele mantivesse o fulgor mental necessário para a já habitual incursão pelos despojos do nosso prazer conjunto, mas surpreendeu-me. Não era só eu que me tinha viciado naquele jogo perverso, também ele se podia queixar dessa nova adição.
Éramos o vício e a cura, a origem e o fim do que o outro precisava para nos realizarmos plena e sexualmente como homem e mulher, como macho e fêmea.
Nem acreditei quando ele me pediu se podia ver uma foto do J.G., e eu disse-lhe que lhas mostrava no dia seguinte.
Eu dera o empurrão inicial naquele novo mundo, tão subtilmente como só uma mulher consegue e sabe fazer. E agora era só uma questão de me agarrar bem e deixar-me ir naquilo que, sabia-o tão bem como um e um são dois mas às vezes são três, acabaria por mais cedo do que imaginasse, me veria numa cama de perna aberta debaixo daquele metro e oitenta e quatro de policia bruto de intervenção, e a olhar para o olhar desvairado do Nando que, de boca aberta não conseguiria disfarçar a sua urgência em sentir-me as carnes moles todas empapadas em esporra de outro, para assim se excitar à doida e me levar ao mais recôndito dos cantos do sétimo céu.
Dada a sua voracidade no que me estava a fazer, nem hesitei em perguntar-lhe se ele o contactaria para organizar um fim de semana alucinante de sexo; eu sabia que, como ele estava, a tudo responderia com um irrefletido contudo sincero:
“Sim, se tu alinhares nisso, eu faço-o!”
“Ai amor, tu matas-me de tesão. E conseguiste!”
“Consegui o quê?”
“Transformaste uma lagarta numa borboleta! Uma esposa numa puta; a tua esposa na tua e só tua puta!”
Nem as palavras que Ali Babá gritava à montanha eram mais rápidas na eficácia em fazer a rocha mover-se como as minhas o moveram a ele, que passou dum amolecido estado de pós prazer à mais rígida prontidão,  e agora com um misto de tesão, paixão revestidas pelo cada vez maior amor que nos unia, procurou outra vez o seu eterno e sempre cativo lugar no Universo: entre as minhas pernas e dentro do meu ventre!
FIM


Como prometido, J. G. aqui tens!

Agradecimentos à minha querida amiga de armas, Rosa Mateus pela sua autorização a referi-la e ao seu romance “RIBATEJO ARDENTE – Segredo, Erotismo e Paixão”, que tanto me inspirou para o presente conto.
Espero que tenham gostado.
Dulce Torini 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Tardes loucas de uma mulher casada (3ª Parte)

Com a libido apaziguada e as carnes doridas, a razão pôde enfim sobressair e deixar o bom senso governar um pouco. Levantei-me, esqueci por um dia a necessidade de economizar em tudo a toda a hora e enchi a banheira. Precisava dum longo e retemperador banho de imersão, que se revelaria milagroso.
Depois do almoço -  uma salada rápida - agarrei-me ao trabalho. Desta vez consegui abstrair-me o suficiente do conteúdo e focar-me na forma. Não foi propriamente fácil ‘’apanhar’’ o estilo por vezes confusamente embrenhado da Rosa, que para chegar dois metros ao lado de onde estava, levava o leitor a dar uma volta à Europa passando pela Ásia e visitando a Oceânia.
A minha primeira reação foi de cortar, mas tudo o que lá estava fazia falta – mais cedo ou mais tarde. Resumindo e baralhando, a tarde lá se passou sem que eu me tivesse portado mal.
Quando o Nando chegou, e animado pela noite anterior, mostrou como estava desejoso de, o mais rapidamente me apanhar novamente na cama. Eu não lhe podia espetar novamente com a batida desculpa da dor de cabeça!
Sabia bem porque estava assim; porque quis! Não podia agora fugir com o rabo à seringa; tinha mais era que me aguentar e cumprir com o meu dever de mulher.
Ajudou o tinto que ele abriu; sacana sabe bem o efeito que dois copos exercem sobre mim, e o que três exercem sobre as minhas coxas. Como ele costuma dizer zanga-as uma com a outra e afasta-as cada uma para seu lado.
Deixei rolar, afinal uma mulher é uma mulher, certo?
Por me ter sentido assim para o choucha, depois de levantar a mesa, chegou-se por trás de mim e apoiou-me as mãos enormes e mornas nos meus ombros. O seu sorriso dizia-me o quanto sabia no que aquele toque resultava.
“Ai mãe…”
“Que queres tu agora à senhora, deixa-a lá estar sossegada, que ainda lhe dava uma coisa se visse bem o que te está para acontecer.”
“E o que é que me está para acontecer?”
“O mesmo que acontece a uma lagarta!” Acentuou a massagem e fez-me suspirar. “Tu aqui, agora és como uma lagarta, uma Lady; e as minhas mãos vão iniciar a tua metamorfose naquilo que te vais acabar de transformar no quarto, como numa linda e deslumbrante borboleta, na mais fascinante das putas.”
“Ai então tu queres-me puta, é isso?” Fiz-me de novas, exagerando na minha admiração, como se dourado dos meus canelos me tivessem efetivamente retardado a compreensão. “E para que é que tu quererias uma coisa dessas?”
“Para fazer cá umas coisas que me ocorreram!”
“Ohh! O quê?!”
“Umas coisas… não dão para explicar. Eu depois mostro-te.”
“Então, mas… e achas que uma puta é que é boa para fazer essas… coisas de que falas? Porquê uma puta? E uma puta como, fina?”
“Não! Fina, não; reles. Uma daquelas bem ordinárias capazes de tudo!”
“Que horror. E queres a tua mulherzinha assim?”
“Sim!”
“Então e depois? E se me acontecer o que acontece às borboletas? Elas não se remetamorfozeiam novamente em lagartas, pois não? E se eu nunca mais deixar de ser puta?”
“Deixas, deixas; quando saíres do quarto, voltas a ser uma Lady!”
“Ohh… que chatice.”
Rebentámos numa gargalhada incontrolável que o nosso olhar mútuo fez esmorecer. O Nando pegou-me mo pescoço e inclinou-se. Parou com a cara a centímetros da minha e fixou-me intensamente. A sua mão quente, que me agarrava forte a base da nuca, o lume do seu olhar e o calor do vinho, tudo se uniu para me derreter em desejo que senti aflorar na face e humedecer na intimidade.
E é engraçado como o corpo e principalmente a mente duma mulher é; talvez por estas e por outras é que a Rosa Mateus acredita e defende que somos nós o sexo forte; uma mulher aguenta tudo! E uma puta, em última análise, não é outra senão uma mulher com M grande. 
Por mais que passe um dia inteiro a perceber como um regimento de marujos regressados duma comissão de ano e meio em alto mar matam as saudades de mulher, arranja sempre forma de dar um sprint final se o marujo tímido e envergonhado lá mudar de ideias e afinal também quiser a sua lasca.  
Não seria eu agora que desgraçaria o género e me armasse em bonequinha com frenicoques e não me toques!
Englobei a sensação de maceramento e dorido que me acompanhara durante o resto do dia, e vi-a como ajuda a entrar no papel em que o meu marido me queria; afinal, puta que é puta, deve passar a vida inteira a sentir aquela sensação.
“Nando; amor! Sabes que há um ditado muito antigo, acho que é egipcio ou bretão, ou se calhar é azteca – que é tudo a mesma coisa – que diz que devemos ter cuidado com aquilo que desejamos; às vezes acontece!”
Levantara-me e acabei de falar já de pé, a olhá-lo nos olhos e mordi o lábio inferior marota, passei-lhe a mão ao de leve no seu triângulo dos prazeres, dando-lhe o tempo suficiente para acusar o toque e reagir-me na ponta dos dedos. Tenho a certeza de que perdeu ali no meio, um dos passos corretos na sequência inspira-expira-inspira-expira… até se engasgou! Deixei-o a ver se percebia ao certo o que se tinha acabado de passar ali, enquanto ficou a ver-me afastar a rebolar sensualmente o rabo da sua perdição.
Quando chegou ao quarto, depois de fazer a sua ronda habitual pela casa a verificar as portas da rua, eu já tinha posto o nosso CD a tocar baixinho. Há coisas que fartam e aborrecem, mas as nossas músicas são as nossas músicas. E o Purple Rain, por mais batido, cliché, velho ou o que lhe quiserem chamar, será sempre o nosso Purple Rain de sempre. Eu estava nua sobre a cama, tapada só com o lençol. Tinha uma perna esticada por baixo do lençol, e a outra, fletida, aparecia destapada; eu abanava-a dum lado para o outro explicitamente sugestiva da minha propensão a abri-la. Subiu para a cama e eu fi-lo parar com o pé, apoiado no seu peito.
Apanhei-o com uma surpresa que ele não disfarçou. Pensou que eu estivesse a brincar e tentou forçar-se, em vão pois só me fez ser ainda mais veemente na minha intenção:
“Diz lá então, querias uma puta não era?!”
“Sim!” A voz tremida não enganou. Ele gostara do que experimentara na nossa noite anterior, e vinha à procura de mais.
“Então prova-o!”
“Como?”
“Faz-me puta. A tua puta!”
“Como?!”
“olha que pergunta! É bem simples: o que é que uma puta faz durante o dia?”
“Fode.”
“E como é que fode?”
“Como uma louca, à bruta.”
“E era assim que me querias?”
“Ss…im!”
“Ss…im? O que é que é isso? Fala, como um homem!”
Ele parecia não me reconhecer. Caramba, até eu não me reconheci!
“SIM!”
“Assim sim! Então vê como uma puta que fodeu o dia todo está ao fim da noite!”
Ele puxou o lençol lentamente, e o seu deslizar pela minha pele ao descobrir-me as mamas, a barriga, e por último a minha perna esticada – que eu entretanto fui abrindo – obrigando a ponta do tecido acabar por me roçar entre as coxas e no meu clitóris já intumescido, fez-me arrepiar desde a nuca até à ponta dos dedos dos pés.
Esperei que ele caísse de boca, esfomeado, para lhe apoiar as minhas mãos bem abertas na sua cabeça, guiando-o e puxando-o leve mas determinadamente, e só depois fechei os olhos.
Perdi-me novamente num mundo como o que a Rosa Mateus descreve, com visões surreais como se do fundo dum mar onde por entre algas ondulantes vislumbrasse uma das suas passagens em que provava o mais divino dos prazeres: o devorar em absoluto abandono pela boca dum marido ensoberbado pelos cornos!
Tinha que aproveitar o estado “quero-lá-saber” em que ele estava para mandar todo o carvão que conseguisse para aquela fornalha!
“Gostavas, não gostavas? De me comer assim depois de eu ter estado com outro homem?”
Uma réstia de dignidade de macho embrutecido ainda tentou reagir, e eu acabei por afogá-lo numa nova vaga de cio em estado liquido que senti escorrer de mim diretamente para a sua boca.
“Gostavas. Eu sei que gostavas, não precisas de me responder doutra forma; eu já percebi.”
Presenteei-o vindo-me e contorcendo-me como uma cabra alfeira. Saber perfeitamente que era daquele momento que ele estava à espera para vir rentar o que o barrava de vir com todo o seu poder e pujança para me vergastar mental, e fisicamente devastar pelo desaforo, ainda acabou por me despoletar uma última viagem – mais rápida é certo – aos arredores do Olimpo.
Apanhou-me naquele momento em que tudo começa a parar de rodopiar, mas em que ainda estamos zonzas. Não reagi; não o conseguiria mesmo que o quisesse, quando ele se enterrou furiosamente em mim e me demoliu a intimidade em estocadas de deleite que, em crescendo, me levaram a acompanhá-lo num explosivo e memorável como os são sempre até ao próximo, orgasmo simultâneo!
Quando por fim nos separámos, e eu senti por fim aquela lancinante dor nos tendões das virilhas que uma mulher sente depois de bem montada – sinal derradeiro de que o foi efetivamente! – e me aninhei nos seus braços, lembrei-me daquele casal de personagens do Ribatejo Ardente. Quando a mulher assim se aninhou também e adormeceu a pensar como diria o que queria dizer ao marido.
À falta de mais coragem, disse-lhe baixinho.
“Eu amo-te. E é bom ser a tua puta.”
“Eu sei. E eu também te amo!”

Tardes loucas de uma mulher casada (2ª Parte)

Sempre sem abrir os olhos, coloquei uma almofada debaixo de mim, que me deixou com o rabo bem espetado no ar. Queria senti-lo assim a escorregar lentamente entre os meus lábios gulosos. Aproveitado o néctar de macho que ainda tinha dentro de mim, que eu sentira ser injetado direto dos colhões do meu marido, apontei-o e fi-lo entrar em mim até que a cabeçorra me fez suspirar quando me empurrou o cérvix, e forcei-o ainda mais um pouco: eu queria sentir o contacto pesado dos tomates da base a abafar-me o clitóris.
Nada como essa sensação para me assegurar que o tinha deliciosamente metido! Quando lhes senti o toque nas bordas da minha vagina, bem esticadas à volta daquele quilo e meio de prazer carnal – ainda que fosse a fingir – deixei-me ficar o mais imóvel que a minha respiração descompassada me permitia!
Estava em comunhão com A entidade suprema; Aquele a Quem normalmente chamam de Deus. Estava finalmente em Zen. Podia continuar mas acredito que já me terão entendido. Percebi então o êxtase visível na cara das mulheres que se entregam ao fisting; ao prazer simplesmente tão intenso da extrema dilatação.
Se melhor não soubesse da espantosa elasticidade e capacidade de recuperação duma vagina, e teria certa a minha permanente e irreversível destruição como mulher para que homem fosse que de futuro me penetrasse. Mas a ideia, só por si, era arrasadora.
Tive receio, não do que podia acontecer, mas por me conhecer demasiadamente bem para ter a certeza de que o experimentaria: tocar-me lenta e saborosamente no clitóris e nos lábios a toda a volta daquele cavalar objeto de delírio que a gravidade me ajudava a engolir até mais não poder entrar.
Foi um orgasmo diferente. Quando digo diferente é porque foi incomparável com qualquer outro que em mais de vinte anos de sexo a solo ou acompanhada alguma vez experimentara. Comecei a senti-lo formar-se nos confins da minha mente pelo proibido do que estava a fazer, pelo risco de me lesionar, pela dor para lá do subtil, que implacável, tanto me empurrou para o abismo. Foi com uma série de beliscões ora num ora noutro mamilo, magistralmente sincronizados com os leves mas insistentes toques no meu clitóris obscenamente ereto que me deixei cair numa sucessão de orgasmos que me devastaram o corpo completamente deixando-me num farrapo.
No meio do turbilhão, naquele transe em que mergulhei e parecia eternamente aprisionada, visões da cena dos cavalos que a Rosa descrevera: de alguma forma senti-me como aquela égua bestialmente montada pelo garanhão que com o seu membro do comprimento, e grossura, do braço dum homem a emprenhara.
A falta da voluptuosa sensação de peso, que teria tornado aquele perfeito momento sublime, foi a última coisa de que me lembro antes de me ter apagado.
Voltei a mim minutos depois, com a perda de sentidos o dildo escorregara para fora e sentia-o encostado ao meu rabo. Mexi-me lentamente e rebolei, ficando de lado. Não me conseguia decidir se seria melhor enrolar-me em posição fetal, se com as pernas esticadas.
De cada vez que tentava mexer um músculo, toda eu tremia, e lá consegui encontrar uma posição meio-termo entre uma e outra que me permitiu recuperar daquele inesquecível orgasmo.
E era oficial. Nunca o reconheceria a mais ninguém, mas estava efetivamente doida. Tinha ensandecido, e não havia volta a dar.
Aquele Ribatejo Ardente era a mais potente das drogas para os mais exigentes viciados em erotismo.

E eu estava a ficar dependente! Dependente não, que é coisa de gente fina; eu estava mesmo era a ficar agarrada!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tardes loucas de uma mulher casada (1ª Parte)

Olá, o meu nome é Dulce, tenho 36 anos e sou portuguesa.
Dei aulas de português durante doze anos, mas agora estou desempregada, tal como milhares de portugueses.
Desempregada! No dia que os resultados do concurso saíram, em agosto, e vi que não ficara colocada, fiquei para morrer; como iríamos dar a volta só com o vencimento do meu marido?
Nos dois meses seguintes, comecei à procura de trabalho nos classificados dos jornais, em sites online e em tudo quanto era empresa da minha região; e nada!
Uma amiga minha, editora freelancer, que mora em Lisboa, então propôs-me trabalhar com ela. Conhecemo-nos na faculdade, quando tirámos o curso, e ficámos as melhores amigas.
Ela começara a fazer aquilo como um part-time, mas desde que revira e editara a autobiografia dum jogador de futebol reformado, que mal sabia ler, e fez dela um livro bastante agradável que teve um sucesso surpreendente de vendas, a editora passou a dar-lhe outros trabalhos. Só que a fama espalha-se e como ela nunca foi de deixar escapar oportunidades, começou a aceitar textos de novos autores que a contactavam diretamente. Conforme o trabalho necessário, pega no texto “cru”, analisa-o, estabelece o seu preço, e depois da aceitação do cliente, depois dá-lhe a volta transformando uma ideia engraçada num livro interessante. 
Já não conseguia dar conta do recado, por isso ali estava eu. O primeiro que ela me passou foi muito fácil, era um livro que três irmãos escreveram para homenagear as bodas de ouro dos pais. Foi um teste. Ela confiava em mim, porque me conhecia e sabia que eu partilhava das suas visões e o resultado final era bastante similar ao que ela fazia. Ela gostou, os clientes adoraram e dos duzentos e cinquenta euros que ela cobrava, cinquenta foram para ela e o restante para mim.
Maravilha! Trabalhava a partir de casa, fazia o que gostava e ainda era paga. Muito bem paga por sinal!
A coisa foi correndo bem e no primeiro mês consegui ganhar mais do que ganhava no meu emprego. E então ela propôs-me um trabalho maior: um romance!
Aceitei o trabalho e recebi o original. Era a história real de Rosa, uma mulher que se redescobriu numa viagem interior pelo que mais a aquecia na cama.
Ela tinha-se apaixonado à primeira vista por um homem misterioso que vira uma só vez. Não lhe sabia sequer o nome, mas a partir desse dia nunca mais o conseguiu tirar da cabeça.
Percebeu que só um homem como ele a faria chegar aos píncaros do prazer, e não o banana do marido; separou-se e passou a, masturbando-se, viver as mais tórridas noites de prazer imaginando e relatando fantasias como eu nunca sequer imaginara.
Ao passo que fui lendo, imaginava-me no seu lugar, e fui ficando terrivelmente excitada. Vantagem de trabalhar em casa, estava com uma t-shirt velha do meu marido que em mim parece um vestido curtinho, e cuequinhas.
Eu sempre gostei de ler literatura erótica, mas poucas vezes lera algo assim num romance. Era o mesmo erotismo forte de alguns, infelizmente poucos, contos eróticos que só se encontram online em sites especializados.
Fiquei em fogo! Não conseguia evitar, enquanto lia, sentir-me transportada àquela quinta no Ribatejo. A forma como ela punha em palavras as suas fantasias com aquele desconhecido, que como em toda a fantasia, era o mais previsível Deus do sexo, conseguia fazer-me viver tudo o que ele vivera.
Já com a calcinha ensopada da minha excitação, não consegui evitar: puxei-a para baixo, até meio das minha coxas, e lentamente a princípio, comecei a tocar-me levemente enquanto, de olhos pegados no monitor sentia cada toque como o que lhe acontecia a ela na sua história. Vim-me rapidamente, e pensava que, uma vez resolvido o assunto, podia voltar ao trabalho. 
Erro meu!
Aquele rápido e intenso orgasmo, em vez de me acalmar, ainda me incendiou mais!
Durante o resto do dia, por mais que me tentasse concentrar no que tinha a fazer, não consegui! Era simplesmente forte demais. Parecia que aquela mulher escrevera o livro dentro da minha cabeça, e cada situação que ela relatava era uma fantasia minha que eu desconhecia. Um dos personagens do romance era uma mulher que se vira envolvida pelo marido numa relação de cuckolding e a partir daí fiquei completamente descontrolada.
Fechava os olhos e via-me debaixo dum outro homem enquanto fitava os olhos do meu marido, que deslumbrado via cada contração dos músculos do meu amante quando este se contorcia entre as minhas pernas abertas para o receber, quando ele se enterrava todo em mim. Sentia-me assada, dorida de tanto me esfregar, mas nada me satisfazia. Fui ao quarto, e da prateleira de cima do roupeiro, retirei a mala dos brinquedos que há muito não era desarrumada. Abri-a sobre a cama e salivei quando vi todos aqueles caralhos ali disponíveis, prontos e todos para mim.
Lembrei-me como o meu marido ficava alucinado quando os usava em mim. O seu preferido era um bem gordo, deliciosamente macio ao toque e comprido o suficiente para incomodar quando ele mo enfiava até ao saco se encostar nas bordas do meu rabo. Nem pensei duas vezes: seria esse mesmo o meu escolhido para a que foi a mais fantástica tarde de sexo solitário em que eu alguma vez me vira.
A ideia de outro homem a comer-me repetida e continuamente por horas e horas a fio, sem parar de se esporrar como um cavalo dentro de mim, deixava-me tresloucada, e eu imaginava a cara do meu maridinho, de boca seca e olhos bem abertos a ver tudo aquilo enquanto se fosse tocando e me desse o seu pinto à boca para me deixar saborear o seu leite morno de cada vez que se viesse, louco de tesão por ver a sua mulherzinha a ser assim surrada sem parar por outro homem.
De cada vez que, de olhos fechados, via os seus olhos sentia-me iniciar nova espiral a pique que me levava à lua e para lá dela. Acabei por adormecer exausta.
Acordei com o chamado do meu marido quando entrou em casa. Peguei no dildo e enfiei-o debaixo da almofada mesmo a tempo de ele não o ver. Por sorte tinha deixado a mala do outro lado da cama. Ele ficou preocupado comigo, e eu não lhe consegui dizer o que se passara. Menti-lhe que tivera uma ligeira dor de cabeça mas que passara.
Senti-me mal por não lhe confessar. Não podia. Não consegui; era tão proibido, tão desviado da nossa relação de amor sincero, que tive receio que ele pudesse entender mal e ficasse magoado comigo.
Mas ao mesmo tempo queria viver aquilo. Queria partilhar aquilo com ele. Agora percebia o que o levara, uns anos antes a comprar todos aqueles pintos falsos mas todos eles bem realistas, e a querer que eu os usasse para ter prazer e dar-lhe a ele o prazer de ver. 
Teria que pensar bem em tudo aquilo, e meditar na melhor abordagem para o que, tinha a certeza, seriam momentos de inesquecível prazer para nós dois, e no final traduzir-se-ia num aumentado pela cumplicidade, aprofundado amor.
Quando nos deitámos, e por mais que o meu marido estivesse cansado, eu simplesmente não quis saber.
“Amorzinho, eu quero-te!”
“Mas o que te deu hoje?”
“Nada. Estou excitada, deve ser por causa do texto que estou a analisar… toca-me!" Peguei-lhe na mão e levei-a até entre as minhas pernas, "olha como eu estou!”
Quando ele me sentiu alagada nos meus fluídos espessos e viscosos, fruto da minha tarde de suruba solitária, ficou doido. Quis ver mais de perto o que sentiu com os dedos. Desceu por dentro da cama, e eu – sabendo aonde ele ia, facilitei – abrindo bem as pernas. Quando aproximou a cara da minha gruta, acomodou-se melhor como se me dissesse que não tinha intenção de ir a lado nenhum nos tempos mais próximos.
Primeiro cheirou-me, inspirando fundo o meu aroma de fêmea no cio. E eu imaginava como a mulher do texto que eu estava a trabalhar não se devia sentir ao dar a sua intimidade sagrada pelos votos conjugais, completamente arrombada e a vazar por fora de esporra farta e espessa do homem com que tinha passado a tarde num hotel de segunda categoria.
“Dulce?!”
“Sim amor?”
“Que se passa contigo? Que andaste a fazer esta tarde?”
“Porque perguntas?”
“Porque estás toda alargada e vermelha… como se tivesses passado a tarde inteira a foder…” 
A voz dele tremeu-lhe quando o disse, mas ter tocado com a ponta da língua ao de leve no meu botãozinho completamente eriçado, assegurou-me de que não estava zangado. Arrisquei e desafiei-o.
“É mesmo amorzinho? E se tivesse? Se eu te dissesse que sim, que estive a tarde toda a transar, ficarias zangado?”
Aí fiquei realmente assustada. Ele parou e ficou a olhar para mim, tentando perceber o que se estava a passar. Puxei-o para mim, os seus olhos deitavam fogo; mas o lume que lhe atiçava o seu mastro era ainda mais forte. Tentou evitar que eu lho sentisse, mas não conseguiu. Envolvi-o entre as minhas coxas e acomodei-me debaixo dele de modo a deixá-lo bem apontado à minha gruta dos prazeres que estava mais que pronta a recebê-lo. Quando assim o senti, empurrei-me contra o seu corpo e empalei-me toda até que só o seu saco ficou de fora, esparramado contra o meu ânus.
Ele fodeu-me com raiva. Veio com tudo o que tinha para dar. Pela sua cara parecia que estava rachar um tronco, enquanto me tentava rachar ao meio. Tentou a todo o custo tirar-me o prazer da cara que eu tinha por estar a ser assim tão bem metida. Ferrou-me os dentes no pescoço e fez-me vir com um berro que se deve ter ouvido ao fundo da rua. Aposto que todos os vizinhos ouviram.
Mas eu queria mais. Queria que ele se viesse com todo aquele tesão, como eu nunca lhe tinha sentido. Após ter-me vindo, fiquei ainda mais excitada. E aticei-o.
“Ai amor, assim matas-me de prazer. Todo esse tesão é porquê?” como ele não respondeu, continuei. “É por aquilo que te disse? É pela ideia de que eu possa ter estado com outro? Outro homem que passasse a tarde a comer-me? À tua mulherzinha? É?”
Se não tinha respondido, aí é que não podia ter respondido mesmo; com uma última estocada que o levou mais fundo no meu corpo onde nunca fora antes, enterrou-se todo e parou: veio-se numa, e noutra, e noutra e ainda numa outra esporradela, na que foi de longe a mais violenta ejaculação que lhe senti desde que estávamos juntos. Deve ter-se vindo meio litro de esporra dentro de mim.
Quando acalmou, tentou sair de mim, mas não deixei. Sussurrei-lhe ao ouvido:
“Eu amo-te. Nunca estaria com outro homem, e tu sabe-lo bem.”
“Eu também te amo…”
“Meu Deus! Tu ficaste louco, foi por aquilo que eu te disse?”
“N..não, não sei… talvez. Foi forte! Imaginar outro homem contigo magoou-me. Foi como um ferro em brasa dentro da minha mente.”
“Mas deixou-te assim como te deixou…”
“Mas onde foste buscar essa ideia?”
“É do texto que eu estou a trabalhar. Lê-lo deixou-me assim.”
Contei-lhe por alto a história e ele ficou curioso. Perguntou-me se eu estava assim tão alargada só da excitação e a aflição tirou-me o ar do peito; eu tinha que lhe contar.
“Não. Eu estava tão excitada que me masturbei; mas ainda foi pior. Eu precisava, precisava demais de me sentir bem comida, e fui buscar a nossa mala. Eu não estava em mim, de tão excitada que aquela história me deixou.”
“A mala? Mas tu nunca achaste grande graça aos brinquedos…”
“Nunca. E nunca pensei vir a fazê-lo. Mas como a Rosa diz no seu livro, nunca se deve dizer nunca…”
“E como foi? Qual usaste?”
“O grande… aquele que me deixava desconfortável, mas que hoje, como eu estava foi o melhor que tu podias ter comprado para mim.”
Aí ele já estava pronto para me devastar novamente. Veio para cima de mim, e preparava-se para me penetrar quando eu o fiz parar. Pedi-lhe para me dar prazer com a boca; eu queria sentir a sua língua na minha vagina a transbordar de esporra. Ele engoliu em seco, mas mostrou-me como um homem faz o que um homem tem que fazer. Desceu por mim e recomeçou o que tinha deixado a meio antes de me ter arruinado as bordas da minha xavasca minutos antes.
Minha Nossa Senhora Dos Céus e dos Altares!
A sua fome assegurou-me de que aquilo era uma fantasia sua também. Não mo disse, mas também não precisou. Eu conhecia-o bem demais para saber que aquele caminho nos levaria por viagens intermináveis de prazer e tesão. Fez-me vir um sem número de vezes antes de, por fim, se ter arrastado para onde estava quando lhe pedi aquela incursão a sul: entre as minha pernas, e onde se enterrou – louco pela sensação que eu lhe proporcionei de tão aberta e esporrada que estava. 
A sua boca, lábios e cara estavam cobertos dos nossos sumos de prazer, e ele partilhou-os comigo. Viemo-nos os dois ao mesmo tempo, e ficámos a olhar um para o outro; a ver o quanto aquilo nos tinha aproximado – ainda mais do que sempre fomos – e dado a certeza de que o nosso amor é à prova de tudo!
No dia seguinte, pela primeira vez em muito tempo, acordei depois da hora. Foi um acordar lento, sentia-me dorida, mas a cada vez que me contraía e sentia toada a esporra com que o meu marido me tinha enchido na noite anterior, sentia um prazer indescritível.
Estava deitada de barriga para baixo, e deslizei uma mão entre mim e a cama até que me senti. Não admirava que me sentisse dorida, senti-me toda escachada, inchada de tanto ter dado nas últimas vinte e quatro horas. Estava toda encharcada e lembrei-me do que a língua do meu marido me tinha feito sentir.
Piorou!
Toquei-me com os meus dedos imaginando que era ele. Novamente, imagens do que imaginara ao ler o texto da Rosa me assaltaram brutalmente. Eu estava a ficar doida. Eu queria aquilo, aquele sabor proibido, e queria muito!
Não aguentei mais e estiquei-me até à mesinha de cabeceira. Tinha lá enfiado o dildo na noite anterior e de olhos fechados, senti-o na minha mão. Nem de perto os meus dedos o conseguiam abraçar. Imaginei como o meu marido me teria sentido inevitavelmente alargada depois duma tarde inteira com aquele bacamarte enterrado até aos tomates que lhe serviam de base. Trouxe-o até à boca e lambi-o. Ainda sabia a mim, aquele sabor inconfundível a cona, e fez-me suspirar de desejo.
Sempre sem abrir os olhos, coloquei uma almofada debaixo de mim ficando com o rabo bem espetado no ar. Queria senti-lo assim a escorregar lentamente entre os meus lábios gulosos. Aproveitado o néctar de macho que ainda tinha dentro de mim, que eu sentira ser injetado direto dos colhões do meu maridinho, apontei-o e fi-lo entrar em mim até que a cabeçorra me fez suspirar quando me empurrou o cérvix, e forcei-o ainda mais um pouco: eu queria sentir o contacto dos tomates pesados da base a assegurar-me que o tinha todo metido, quando me tocaram nas bordas bem esticadas à volta daquele quilo e meio de prazer carnal – ainda que fosse a fingir!
Assim como estava, de rabo espetado no ar, imaginei o desvario de qualquer homem à face da terra, se me apanhasse. Experimentei larga-lo e a gravidade encarregou-se de o manter bem plantado sem sair. Nesta altura, a minha mão esquerda apalpava-me a mama esquerda e beliscava-me o mamilo com força. A outra, cheia dos líquidos que me deixavam assim molhada, trouxe-a à boca e esfreguei-a nos lábios. Enfiei primeiro um e depois dois, três dedos na boca e chupei-os como se fosse um outro caralho. Arrepiei-me de tesão imaginando que fosse o do meu marido doido de tesão por ver outro homem agarrado aos meus quadris, a mandar ver como se deve foder uma mulher doida por levar com ele como eu estava. vim-me como uma puta alucinada e valeu-me a almofada para me abafar os gemidos roucos que aquele homem imaginário e afortunado me provocaria. Estava exausta novamente quando me deixei ficar com o brinquedo enterrado até às bolas, e adormeci novamente, com a certeza de que estava efetivamente a ficar doida com aquele livro.